É coisa sua
isso de me deixar nua
me pôr de quatro
me colocar de costas
me fazer de brinquedo
e depois - rindo
ir embora.
É coisa sua.
Música: Relator - Scarlett Johansson
Sexta-feira, Dezembro 11
Quarta-feira, Dezembro 9
Quarta-feira, Outubro 28
Sexta-feira, Outubro 23
Guardada.
Tenho tanto sentimento preso
tentando romper a barreira do meu corpo
que tenho perdido o sono.
E só quando tenho
o travesseiro sob minha cabeça
é que sinto o peso da minha
in-felicidade.
Ouvindo: Arnaldo Antunes - A casa é sua.
tentando romper a barreira do meu corpo
que tenho perdido o sono.
E só quando tenho
o travesseiro sob minha cabeça
é que sinto o peso da minha
in-felicidade.
Ouvindo: Arnaldo Antunes - A casa é sua.
Sábado, Setembro 19
sick of waiting.
Entre passos que não dou, horas que não passam, cartas que não mando, e-mails que deleto sem ler, livros que devoro, amores que crio, músicas que faço, lápis que aponto, unhas que recebem meu vermelho, quilos que engordo, sonhos que consumo, amigos que não entendem, solidão que aumenta, companhia que falta, dívidas que acumulo, pontas de facas que esmurro, sapos que engulo, desaforos que vêm pra casa, previsões que não se cumprem, carnavais que não pulo, primavera que não começa, eu ainda te espero.
Sábado, Setembro 5
“As pessoas dos livros”
Vivo dentro de um livro de ficção.
Sou um romance mal terminado com gostinho de começo.
Uma frase que cabem duas solidões.
Eu sou aquela de muitos nomes.
Muitas vontades. Eu sou maior que a vida real.
Sou aquela que escapa de um tiro na porta do metrô
e perdoa por amar demais.
Tenho a cabeça cheia de erros -
todos vociferando como um relógio a tiquetaquear em noites de silêncio -
tenho um coração que dói [la-te-ja] mais que a dor de um parto.
Mas eu posso. Sou ficção. [De Manoel ou de Fernanda]
Sou aquela que pode. Que faz.
Sou aquela que é. Sou o que sou. Sem medo
e nada mais.
Sou um romance mal terminado com gostinho de começo.
Uma frase que cabem duas solidões.
Eu sou aquela de muitos nomes.
Muitas vontades. Eu sou maior que a vida real.
Sou aquela que escapa de um tiro na porta do metrô
e perdoa por amar demais.
Tenho a cabeça cheia de erros -
todos vociferando como um relógio a tiquetaquear em noites de silêncio -
tenho um coração que dói [la-te-ja] mais que a dor de um parto.
Mas eu posso. Sou ficção. [De Manoel ou de Fernanda]
Sou aquela que pode. Que faz.
Sou aquela que é. Sou o que sou. Sem medo
e nada mais.
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